TAROTERAPIA

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SOBRE O TAROT





O que é o Tarot?

O Tarot é o mais famoso sistema oracular existente e parte fundamental do ocultismo moderno. 

Basicamente, é um jogo de 78 cartas composto de 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores - estes, divididos em 4 naipes de 14 cartas cada. Além de ilustrarem cenas arquetípicas humanas, estes Arcanos contém símbolos associados à astrologia, numerologia, alquimia e à cabala, podendo cada carta ser considerada, assim, um compêndio de cada tradição.

O Tarot é um livro de símbolos arquetípicos que revelam os estados latentes das ideias e possibilidades da vida. 


Breve história do Tarot


Documentos encontrados em mosteiros franceses, datados do início século XII já proibiam o jogo de cartas entre os monges; mas historicamente, o primeiro baralho de Tarot foi desenhado em 1425, na Itália, por Michelino da Besozzo, financiado pelo Duque de Milão Filippo Maria Visconti. Ele acompanhava um livro de Marziano da Tortona e aparentemente servia como fonte para um baralho ainda mais notável, produzido em 1440. O Visconti-Sforza mostra cenas cotidianas de nobres milaneses e seu uso, acredita-se, ainda era de jogo de cartas com fins de entretenimento. 

Por muito tempo, as cartas de tarô permaneceram um privilégio de diversão das classes altas. Os exemplares mais antigos mostram ideias filosóficas, sociais, poéticas, astronômicas e heráldicas, bem como um grupo de antigos heróis romanos, gregos e babilônicos — como no caso do Tarô Sola-Busca (1491), cujo sentido geral está ligado à alquimia medieval.


Egito: possível origem do tarot
Origem egípcia?
Desenhados à mão, os Tarots desta época eram extremamente valorizados. Passavam de uma geração a outra junto com os outros "bens de família" como terras e jóias.

Apenas no século XVIII, porém, o mundo esotérico começou a levá-lo a sério como oráculo para fins divinatórios e adivinhatórios. 

O primeiro trabalho sobre Tarot data de 1775, escrito por Antoine Court de Gébelin (1725-1784), um clérigo protestante suíço e maçom, que via o Tarot como um sistema milenar egípcio.

Mais tarde, no século XIX, Eliphas Lévi (1810-1875), outro autor proeminente dos meios esotéricos, encontrou correspondência entre o Tarot e a Cabala Judaica, associando cada um dos 22 arcanos com os 22 caminhos da Árvore Cabalística. Por este feito, Lévi é considerado por alguns o verdadeiro fundador das modernas escolas de Tarot.


Tarot de Rider-Waite: o mais famoso tarot do mundo

No Novo Mundo, o tarô divinatório se tornou mais popular a partir de 1910, com a publicação do Tarô de Rider-Waite. Elaborado pelo místico britânico Arthur Edward Waite e executado pela artista artista Pamela Colman Smith, membros da Ordem Hermética da Golden Dawn, este tarot significou um grande avanço no entendimento deste oráculo. Além de ter substituído a tradicional simplicidade dos Arcanos Menores por cenas simbólicas, este baralho também obscureceu as alegorias cristãs do Tarô de Marselha e dos baralhos de Eliphas Lévi mudando a interpretação e nomeação de alguns atributos - como "O Hierofante" no lugar de "O Papa", e "A Alta Sacerdotisa" no lugar de "A Papisa", por exemplo. O Tarot Rider-Waite ou Tarot Waite-Smith é hoje o tarot mais famoso do mundo. 

A estrutura do baralho também variou bastante ao longo dos anos, mas logo assumiu seu formato atual, com 22 cartas especiais consideradas trunfos, ou arcanos, e 56 cartas numeradas, 14 de cada naipe.

Também não há muita certeza sobre a etimologia da palavra Tarot. No século XV, o conjunto de cartas era chamado de "Ludus Cartarum" e utilizado para praticar um jogo chamado Tarocco ou Tarochino. Porém, algumas fontes históricas indicam que ela vem do árabe turuk, que significa "quatro caminhos". Já outros autores afirmam que a palavra vem de uma expressão egípcia formada pelas palavras "Ta" (estrada) e "Ro" (real, verdadeira). 

A falta de consenso sobre a sua origem, porém, não desmerece a sua aplicação. Seja com fins terapêuticos quanto divinatórios ou adivinhatórios, até hoje o Tarot permanece como um dos oráculos mais usados em todo mundo. 



O Tarot e a Psicologia Junguiana


Atualmente, o Tarot obtém expressão nas mais diversas áreas, sendo um instrumento de estudo e uso inclusive pela Psicologia para o seu uso terapêutico. 

Jung e seus estudos sobre Os Arquétipos do Inconsciente Coletivo

Carl Gustav Jung, renomado psicólogo do século XX, falou em Arquétipo (imagens arcaicas), imagens da memória coletiva ancestral que estão dentro de nossos inconscientes e que podem ser ativadas por determinado Símbolo, que revigora e traz à tona toda a carga emocional que a imagem possui em si e que nos toca profundamente.

"(Estas cartas) são uma espécie de idéias arquetípicas, de natureza diferenciada, que se misturam com os constituintes normais do fluxo do inconsciente e, portanto, é aplicável para um método intuitivo que tem o objetivo de compreender o fluxo da vida, possivelmente até mesmo prever eventos futuros , em todos os eventos que se presta para a leitura das condições do momento presente. É desse modo, análogo ao I Ching, o método de adivinhação chinês que permite, pelo menos, uma leitura do estado atual. Você vê, o homem sempre sentiu a necessidade de encontrar um acesso através do inconsciente para o significado de uma condição real, porque há uma espécie de correspondência ou uma semelhança entre a condição predominante e da condição do inconsciente coletivo."
[De Visions: Notas do Seminário dado em 1930-1934 por CG Jung , editado por Claire Douglas. Vol. 2. (Princeton NJ, Princeton University Press, Bollingen Series XCIX, 1997), p. 923.]

As cartas do Tarot são vistas então como ilustrações sobre os anseios da alma humana, uma espécie de história em quadrinhos sobre os nossos dramas.

NUMEROLOGIA, ASTROLOGIA, TAROT, CABALA: Qual é a melhor linha de conhecimento? 

Abaixo segue parte de uma aula do mestre Nilton Schultz, onde ele explica sobre a diferença e conversão das linhas, explicando em especial sobre a função do Tarot.

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