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Você sabe qual é a carta de tarot de Blumenau?






Blumenau vista pela Astrologia


Blumenau, minha cidade natal, é tida pela maioria dos astrólogos como do signo de virgem, dada a data da fundação de sua colônia: 2 de setembro de 1850. A carta solar de Blumenau indica ainda o seu sol virginiano em oposição a Netuno em Peixes

Já considerando a data de emancipação do município, 18 de março de 1882, surge um mapa com sol e lua em peixes.

Independente do mapa que se considere, é forte a presença netuniana e levo este fator também em consideração para pensar na carta de Blumenau.

Marca mais famosa de Blumenau, os 2 peixinhos da Hering
também remetem ao mar e força netuniana


Blumenau vista pelo Tarot

O tarot funciona diferente da astrologia.  Apesar de considerar também a numerologia e datas, o tarot é prioritariamente um oráculo simbólico e visual. E, neste sentido, tomo como símbolo para interpretação da carta de tarot de Blumenau, o brasão da cidade.


Brasão da cidade de Blumenau



Imagem


Vamos analisá-lo: ao mesmo tempo que vemos a representação do fundador da cidade, homem intelectual, formado em filosofia e doutor em química, temos o operário com sua força braçal levando o seu machado. Um se veste totalmente de preto, o outro de branco. 

Ambos suportam um escudo que é divido em seis partes, representando os Estados alemães que trouxeram um maior contingente de emigrações, com o acréscimo de um escudete no centro. Acima do escudo, vemos uma coroa mural amarela de 6 torres (3 visíveis) com janelas. Abaixo, atrás da faixa azul, há uma roda dentada de engrenagem de ferro.

Sabemos (vide aqui) que este brasão tem vários errros segundo as convenções civis brasileiras. Mas até mesmo estes erros servem para expressar algumas coisas.Veremos isso adiante.


Interpretação: Arcano 18, A Lua

Veja como na carta da Lua também há 2 figuras guardando a entrada de uma cidade, uma negra e outra branca. Alguns estudiosos acreditam que essas figuras se tratam de um lobo e um cão. A cidade que guardam possui edificações com torres. Uma com portas e janelas, outra vê-se apenas janelas. Abaixo deles, há um lagostim no mar/rio/lago. A lua perfilada, acima, parece atrair a água. 


Por analogia, poderíamos considerar a lua perfilada como a coroa mural, no alto do brasão da cidade. Os 2 mastins são os dois tenentes, o fundador e o operário. O escudo com as cidades, as torres que eles guardam. O rio/oceano/lagoa é a faixa ao rodapé do brasão e o lagostim, a coroa dentada.

Os mastins, na carta da Lua, estão ao centro bloqueando a entrada da cidade. Intelecto e força, direção e ação estão como polaridades que se opõem  na hierarquia social, sendo um letrado e outro, operário. 

Blumenau, no Tarot, estaria muito bem representada pela carta da Lua que, dentre os seus vários sentidos, estão a ilusão, o que está no inconsciente, os desejos inconfessos, a noite, o lúdico, a sombra e a confusão.

Sabemos ainda que Blumenau, famosa pelo seu pólo têxtil, também o é pelas suas enchentes e pela Oktoberfest, festa replicada da original, na Alemanha e criada inclusive como forma de superação moral e física das perdas pelas devastadoras enchentes.


Oktoberfest





Se há uma característica forte da Lua é o mergulho no inconsciente para a superação de traumas. É graças a este convite ao lúdico que as emoções são diluídas e podem ser assimiladas. Afogar as mágoas não é o mesmo que se diz quando se bebe álcool? O refúgio à bebida, bem como à arte, à música, ao passado e às fantasias são tanto escapismos como formas de transformar a dor em algo mais belo ou sensível. 

Como cita Constantino K. Riemma na sua compilação sobre a carta, "Ouspensky viu nas imagens do Arcano XVIII uma alegoria da viagem heróica, um resumo claro do simbolismo relacionado ao trânsito e a passagem: o tanque de água (matéria primordial), o caranguejo que emerge (devorador do transitório, como o escaravelho entre os egípcios), os cães que interceptam a passagem (guardiães, qualificadores da aptidão do viajante para enfrentar o mistério), as torres no horizonte (cheias de ciladas e também de portas – meta, fronteira)".

Enchentes





Assim como a carta da Lua pede para que olhemos para dentro das nossas sombras e provemos do nosso medo e coragem, também a cidade provoca seus moradores a encontrar recursos dentro de si para passar pelas noites mais sombrias dos tempos em que chove a ponto da água do rio que cruza a cidade transbordar e levar consigo casas e vidas. 

Blumenau, com a carta da Lua, não seria uma cidade propriamente aberta ou idílica, com suas festas e tradições. Mas um desafio. Há que se ter força e inteligência para fazer de um vale, afogado de tempos em tempos, uma potência econômica. Assim como há que se esquecer de tempos em tempos, com festas e fantasias, o trabalho duro e operário das fábricas e seus turnos sucessivos. 

Quem vem para Blumenau pode se ter seduzido pela aparente ordem, roteiro gastronômico, universidades e arrojo econômico. Mas não nos enganemos. A carta da Lua também é uma incógnita e ela sempre mostra a verdade após a queda na escuridão. Por baixo das aparências, há dores inconfessas. Mas se quisermos chegar à felicidade plena do Sol (Carta 19), é preciso passar por elas.



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